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CANTIGA POR IRM CLARA BAIXAR

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postado por Kelsey

CANTIGA POR IRM CLARA BAIXAR

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  2. BAIXAR CANTIGA POR IRM CLARA
  3. Cantos Franciscanos
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Letra e música de Cantiga Por Irmã Clara de Padre Zezinho. Aprenda a tocar a cifra de Cantiga Por Irmã Clara (Padre Zezinho) no Cifra Club. Clara, Ô Clara / Me diga porque! / Que foi que Francisco falou pra você?. Padre Zezinho - Cantiga Franciscana (Letra e música para ouvir) - Caro irmão sol / Cara irmã lua / Vós irmãs estrelas / Que no céu brilhais / Vós irmãos.

Nome: cantiga por irm clara
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Conheci suas dores, mas conheci também suas esperanças e suas alegrias. Nada com que se preocupar. Retesou os ombros para projetar a lâmina de ferro. Palavras preliminares de Sousa Viterbo de ps. Os dois deveriam voltar, encontrar uma maneira de voltar para a Inglaterra. P de um prismci cósmico. Essa agora! Ficamos de pé e eles morrem. Os campos devem ser demarcados para o homem do arado, depois os postes para os limites devem ser fincados. Porém, ele tinha mudado. Ele tem deuses diferentes, falsos.

Aprenda a tocar a cifra de Cantiga Por Irmã Clara (Padre Zezinho) no Cifra Club. Clara, Ô Clara / Me diga porque! / Que foi que Francisco falou pra você?. Padre Zezinho - Cantiga Franciscana (Letra e música para ouvir) - Caro irmão sol / Cara irmã lua / Vós irmãs estrelas / Que no céu brilhais / Vós irmãos. Cantiga Por Irmã Clara - Padre Zezinho Letra da música | Cantiga por Irmã Clara Pe. Zezinho, scj Clara, Ô Clara Me diga porque Que foi que Francisco falou pr. Cifra para ukulele da música Cantiga Por Irmã Clara de Padre Zezinho. Baixar PDF. × Tom: C C Clara, Ô Clara F C Me diga porque! F G Que foi que. Baixar Música Um Coração Me Procurou Pe. Zezinho, SCJ MP3 Gratis, Baixar E Ouvir Músicas Online. Zezinho, SCJ - Cantiga por Irmã Clara · Pe. Zezinho.

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Composta assim a estranha Fera, havia nela algo de belo e de infame, de reluzente e f asem ador, mas repugnante. Sobrevoou as Vilas de Patos da Espinhara, Teixeira e Desterro, detendo-se prindpal- mente sobre as fazendas das famílias Dantas e Villar, e mostrando a cada uma delas suas prosas agudas, numa espécie de sorriso cruel e sardónico.

Ela, porém, enxerga muito mais. À frente do grupo, vinham dois homens barbudos e grisalhos, narigudos, altos, feios, orelhudos e desempe- nados. Caetana fareja sangue, muito sangue, do começo de até Primeiro, na Guerra de Doze que começa ali, agora, com os tiros dessa emboscada. Era, quase sempre, no tempo da chuva, que tais coisas aconteciam.

Do sangue de todos os bornens- -machos que nascem, ela faz se apossar um dos seus Gaviões, e do sangue das mulheres-fêmeas a cobra-coral Ver mera.

E por isso que toda mulher, quando goza ou quando entra em agonia, se contorce como uma Serpente. É por isso que todo homem, quando goza ou quando morre, estremece todo, cerrando os dentes e, logo depois, abrindo e fechando a boca, no feio e sagrado espasmo do Gaviao profundamente ferido.

Muita s vezes a Morte Caetana soltara sobre os Tapuios seus gaviots e sua cobra-coral, espalhando entre seus fiéis as flechas do empo mor. Vê que d s trocam as camisas e barretes vermelhos de Marujos ibéricos pekí chapéu trícorne e pelos gibões de couro dos Vaqueiros c tangerinas de gado.

O velho, é o Major Jocelyno Villar, seu primo. O moço, de modo iroso e arrebatado. Afinal que é que esta acontecendo? Vamos assistir ao batizado dn memno Srnesio, filho mais moço da casa c afilhado do nosso primo Smesio Villar de Carvalho!

Que mal existe nisso? Você inda pergunta? Desde com a proJamaçao da Republica, o Brasil vem se dividindo em dois Par- tidos. Você acha bem m,?

Em Política, a gente tem que ceder muita coisa e engolir muito sapo! G que é que eu posso fazer? Que importância tem isso? Q yc importânda tem? Veja: como é o j c ,? Major Jocelyno? Com0 é o nome do cavalo do Comandante l c nosso? Pantera 1! Como é o nome do cavalo do Coro Maíor "Animoso"! Como é o nome do cavalo do Jocelyno?

Daqui, das nossas terras, 18 disse Homero, convicto. Você fala I? O Povo vem aí. Porque vivíamos unidos! Agora, só vai para o Poder gente do Brejo e da Capital! Tem importância, e muíta! Por que foí que meu Pai me mandou aqui, com meus cabras, para proteger e garantir você? Mas meu Pai nao quer que isso aconteça: por isso me mandou, eu obedeci e vim! Mas eu lhe digo uma coisa: nem eu nem Clodoveu estamos de acordo com meu Pai, nisso!

Você, por ter traído a família e o Partido, e por ter se tornado lacaio dos nossos inimigos! Cabisbaixo e preocu.

A seu lado e, ao que parecia, cm igualdade de condições com ele, cavalgava um rapaz de vinte e cinco anos. Vestia calça e camisa gandola de mescla azul, formando o todo um conjunto meio-militar e sertanejo, abotoado até o pescoço, o que era sublinhado pelas meias-botas que ele calçava. O Coronel Dano, ordenaria ou aprovaria aquilo. Ele tomava a frente da mocinha, na calçada, P em impedir sua passagem.

Mas Você pensa que gue dc sua família, e vou beber de qualquer jeito. Era perto do me. Eia quis gritar para pedir ajuda, mas seu orgulho e unia espécie de acanhamento a impediram. Quem é vocc? Quer alguma coisa comigo? Quer morrer, é? Homem dc seu tamanho, menino, pra mim é tamboeira f e tamboeira só serve pra ser comida de gado! Que é que você quer comigo, Tamboeira?

Afastou-se dele bruscamente, envergonhada, ç ,. E de repente, para ele, foi como se o Sol sertanejo tivesse caído no meio da rua. Ele, fulminado, nao sabia o que dizer ou o que fazer. Sentia, com o sangue, que fora pr 0. Como é que você se chama? O rapaz disse seu nome, mal conseguindo articular as palavr Depois, indagou também o nome dela. D Manud Dantas morrera em de Bernardo Duarte.

Ele parece uue. Mas seu gesto das à parte JSX para dcseil f dear novas for? FinaJmcnte, porém, uma curva do caminho escondeu o lugar de seus olhos, e ele pódc voltar às indagações políticas de seu Pai. Se is animadora vencem eles. O Doutor Sinhozinho Dantas falou com algum desprezo. BarrettosE Muito bem! E Joio Dantas, esbarrando seu cavalo, deixou que seu Pai adiantasse.

O Doutor Sinhozinho fez corno se nada tivesse ouvido, sc i tivesse ficado também de cara cerrada. Era o que vinha fazer agora, desta vez contra sua vontade.

Que acordo? Pedirmos uma entrevista a nossos piores inimigos, os Dantas e os Garcia-Barrettos, agora acolitados por esse Doutor Augusto Santa Cruz de Oliveira, que sempre nos odiou também! Calma, meu primo! O Coronel conta com o apoio do General Dantas Barrctto, o que é uni pengo para nós, por causa do prestígio que ele tem em todo o Evei- cito. Assim, tenha paciência! Lutavam os Dantas contra os Pessoas, senhores-de-terra contra senhores da cidade. Até quando permaneceria assim? As poucas reses da boiada eram castanhas e magras.

Magro, moreno e de rosto duro era Manuel Inominato, o sertanejo que as tangia. Ay da terra que o Céu ameaçou com os ays do Apocalipse! Sou a Mâe, a Terra-castanha que gerou os humanos ao scr moldada pelo Deus Terrível.

Ay, ay, ay, três vezes ay! E de fato assim era, nobres Senhores e belas Damas. Esse Cantar, alimentandose de seu sangue, iria, ao mesmo tempo, queimando sua pessoa doentia c monstruosa, até moldar o Profeta à imagem ardente de sua própria Obra. Além do mais, tendo morrido sua primeira mulher, ele se casou de novo com uma sobrinha, nâo sei quantos anos mais moça do que ele.

E é assim que os cinco descem a gigantesca Pedra do Pico e caminham pe a Caatinga, dirigindo-se para o local da emboscada que espera os rs pró-homens da família Villar. Um sol estranho — o sol da Morte lhe da boca cara suja e barbada, salpicos de espuma e de saliva cau contorcida sobre a barba intonsa e grisalha.

Seu batizado, porém, fora adiado para a arde. Em terceiro lugar, nt. IW- da emboscada. Logo, porém, os emboscadores e a própria ç ae? Os Villar aproximavam-se cada vez mais. Tiveram êxito. Alí fundara, em terras de sua propriedade, a nobre e gloriosa Vila do Desterro. E foi ali também que recebeu a carga mortal do tiro, que o pegou em plena cara.

Assim, seu rosto foi despedaçado pelos pregos, de maneira a ser deixado irreconhecível, ao mesmo tempo em que a bala grande, fundida e contorcida, despedaçava-lhe a testa, fazendo saltar os miolos, que salpicaram todos os que estavam mais perto dele. Por outro lado, do lugar em que se achava, a Onça Caetana viu os tres tocaíeiros que pareciam ser os chefes dos emboscadores se retirarem de manso para a retaguarda do grupo, afastarem-se dos seus — que ali ficaram — e escaparem depois por uma vereda, per- dendo-ae na Caatinga espinhosa.

Uns, corriam para amparar os feridos. Adelgício e Benedito Villar, ao verem o Pai mortal mente ferido, saltaram violentamente dos cavalos. Foi assim que, depois de sc libertarem, correram para o Faí, abraçando o Major Zorobabel cada um por seu lado, como para protegê-lo contra novo tiro.

Benedito, meio abrutalhado c bronco, praticamente se limitava a seguir o irraj0 cm tudo. Estava calado. Os dois filhos do Major Zorobabel, porém, estavam ainda atarantados, e, depois da chicotada tinham ficado numa espécie de atonia, somente segurando o Pai e olhando o tio que os chicoteara. Mas os cabras da família Viilar, esses vinham armados dc bacamarte, e atiraram í medi atamente.

Só um dos emboscadores foi atingido. A carga pegou-o em pleno peito, onde abriu um rombo enorme, do qual o sangue borbulhou em cachoeira, embebendo a poeira pardacenta da estrada. Nesse primeiro depoimento, contei a ele todos os acontecimentos da Pedra do Reino, hoje conhecidos cm todo o Brasil. Saíra da Cadeia a noumtia, 49 aterrorizado. Obedeci, omitindo porém, é claro qualquer referência às delações que tinha feito sobre as idéias e ati- vidades.

Quanto a Clemente, resplandecia. Ê com eles que vamos desfilar pelas ruas da nossa Vila! Se as cores dessa pa que você vive estimulando aqui fossem o verde c o vermelho , a ficaria ainda melhor, porque o verde é a cor do Integralisoio.

A Esquerda, montada! E traga mantos para nos quatro! Um escudo? Que história é essa. Clemente 7 Qual é a bandeira c qual é o escudo? Ela se limita com o outro Brasil da seguinte maneira: ao Norte, pelo muro do jardim; ao Sul, peio muro do quintal; a Oeste, com a casa de Quaderna, e a Leste, com a sua, Samuel.

Samuel 6 que parece que ainda ia objetar qualquer coisa: mas, nesse momento, chegava Maíaquias de volta. O que foi? Que diabo é isso? Vai haver cavalhada hoje? Clemente indignou-se: — Veja esse desinteresse, Quaderna!

Ouc felicidade, a minha! Vou, de uma só vez, matar dois mocós de uma cacetada só! Coisa estranha, compatriotas, é um campo de batalha após a luta: parece que algo de estranho se impregna ali, algo cheio de grandeza e solenidade!

A arma empregada foi esse objeto de uso doméstico e noturno , que agora orna a cabeça da Direita vencida! Jf ; Coronel José Pereira, e agora, aqui em Taperoa o mente!

No escudoTapanednorrénceran 0 ,? Eu estava mordido de inveja, nobres Senhores e belas Damas! Quantas ideias maravilhosas tinham ocorrido àquele homem de uni dia para o outro! Sem conter meu entusiasmo, falei: Professor Clemente, meus parabéns! ÜÜ0 anos! Quaderna também. Assim, o que você é, mesmo, é um Negro! Deixe em paz a minha vida particular, nojento!

Deus, esta vamos diante das nossas casas e o desfile cbevoi. A forma final do Escudo erminou sendo a do Império do Brasil que. No meio deste porém havia, isolada e só, a Cruz vermelha e branca da Ordem de Cristo — a que viera nas Caravelas — dentro de um escudo azul.

Quanto ao escudo, era igual ao da bandeira, mas tinha, como timbre, uma Esfera-armilar de ouro, com pé, encimada pelo Globo azul faixado de branco e pela Cruz de ouro, como na insíenia do B rasil-P ri nci pado. Mas coloquei uma orla azul no escudo, para equilibrar, com ela, a cor vermelha da Onça. Que mulher estranha era aquela!

Eu nunca sabia o que ela ia fazer ou dizer. Minha sorte é maior do que você pensa! Numa suspeita, perguntei: —- Foi vocc quem mandou uma carta anônima ao Juiz, me denunciando? Assim, vou de novo à pedra agora, pois é Quinta-Feira Santa, e quero cumprir religiosa mente meus rituais!

Eu precisava muito desse vinho, naquele día. Primeiro, para melhorar a cegueira poética e profética que me possuiu durante a maior parte do tempo. Assim que escalei a pedra, queimando-me e espinhando- me como sempre nos cactos e nas urtigas, preparei tu o e comecei a comer paçoea c a beber líturgicamentc o Vinho que tinha levado.

Vai tentar de novo? Só preciso melhorar a estratégia, só isso. Tirou a tampa de pedra e levantou a camisola. O quarto estava vazio, e Marco sentiu um jorro de desapontamento. O pouco de névoa que havia se dissipou rapidamente, mesmo na floresta mais fresca. Marco achou Caio no limite entre as duas propriedades. Estava desarmado. Ao ver que era o amigo, relaxou e sorriu. Por um momento achei que você era ele. Sou seu amigo, lembre-se. Além disso, ele também me deve uma surra.

De qualquer modo, devo duas surras a ele, e você só uma. Vou vencê-lo com minha força. Por um momento Marco foi silenciado. O sol se levantou devagar, as sombras mudaram. Marco sentou-se, a princípio agachado, depois com as pernas esticadas na frente do corpo. Caio tinha tornado aquilo uma disputa de seriedade. As sombras se moveram. Ele deu um sorriso lento quando os viu e parou. O que acha que seria justo? Caio sorriu e ficou o mais alto e empertigado que pôde. Marco olhou horrorizado enquanto ouvia o que Caio estava dizendo.

Talvez eles devessem simplesmente correr. Suetônio franziu a vista para os garotos e tirou do cinto uma lâmina curta e de aparência maligna. Vou deixar os dois quietos de novo. Correu para os dois. O garoto de quatorze anos pulou para alcançar a borda, e Caio e Marco passaram alguns. Suetônio gritava contra os dois, e eles se davam tapinhas nas costas, zombando do prisioneiro.

Talvez nem conte a ninguém como fizemos Suetônio cair numa armadilha de lobos. Boa sorte na saída. Enquanto corriam pelos caminhos, Marco gritou por cima do ombro: — Pensei que você tinha dito que ia vencê-lo com sua força. Fiquei a noite inteira acordado cavando aquele buraco. Deixado sozinho, Suetônio alçou-se com dificuldade pelas paredes do buraco, segurou uma borda e conseguiu subir. Durante um tempo ficou ali sentado, contemplando sua toga pretexta e os calções cheios de lama.

O próprio Tubruk levava barbante enrolado num pedaço de pau, formando uma grande bola. Era um trabalho monótono, e os garotos queriam escapar para o Campo de Marte, o enorme campo fora da cidade, onde podiam correr e praticar esportes. Os campos devem ser demarcados para o homem do arado, depois os postes para os limites devem ser fincados. Seu pai quer aumentar os ganhos da propriedade, e esses campos têm solo bom para figos, que podemos vender nos mercados da cidade.

Caio olhou em volta, para as colinas verdes e douradas que compunham as terras de seu pai. Tubruk deu um risinho. Nossas plantações têm de ser pequenas, e isso significa que temos de nos concentrar no que a cidade quer baixar.

Vamos fazer um canto aqui. Queríamos levar os cavalos à cidade para ver se podemos ouvir o debate no Senado. Tubruk fungou. Mais uma ou duas horas, e terminamos. Os dois garotos se entreolharam carrancudos.

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Tubruk largou o rolo de barbante e o malho e esticou as costas com um suspiro. Deu um tapinha no ombro de Caio. Elas pertenceram ao pai. Olhe para isto. Caio e Marco olharam divertidos, enquanto ele esfarelava a terra entre os dedos. Esta terra é mais do que simplesmente terra. Esta terra somos nós, o pó de homens e mulheres que se foram antes de nós. O velho gladiador deu de ombros. Mas o nosso povo estava aqui muito antes de haver uma cidade.

Talvez isso aconteça de novo, nas guerras dos anos vindouros. Marco acompanhava a conversa, sério. Depois se virou para Marco e sorriu.

O sol estava baixando enquanto os dois garotos atravessavam uma das pontes do Tibre que levava ao Campo de Marte. Era um lugar ruidoso, e os garotos adoravam olhar os torneios de lutas e os treinos com carruagens. Por mais que fossem jovens, ambos estavam confiantes montados nas selas altas. As pernas pendiam nas costelas dos animais, apertando com força nas curvas, para aumentar a estabilidade.

Mais escaramuças só significariam problema. Ele e Marco cavalgaram até um grupo de crianças mais ou menos de sua idade e gritaram para elas, desmontando com um movimento da perna por cima da lateral do pônei. Tani se virou para eles. Caiu sem fôlego, gemendo, enquanto Tani corria até o seu lado. Tani deulhe um tapinha no ombro, curvando-se com agilidade para pegar o disco.

Alguns se viraram e o avaliaram, lançando olhares para o cavalo pequeno e forte que Tubruk escolhera para ele. Alguns homens e mulheres estavam parados ali perto, em grupos, falando e comendo. O grupo murmurou com interesse.

Quantos vocês têm? Eu tenho umas duas de bronze. Petrônio sorriu enquanto contava de novo. Mas como também vou participar preciso de alguém que segure para mim até eu vencer. Conversando animadamente, o grupo foi até o quadrado marcado, e apenas uns poucos ficaram de fora para olhar. Caio contou sete outros garotos, além de Petrônio, que começaram a se aquecer cheios de confiança.

Petrônio juntou o grupo com um gesto. Os garotos concordaram, sérios, os ânimos mais hostis à medida que se encaravam. Os competidores confirmaram. Caio notou que algumas outras pessoas estavam se aproximando, sempre prontas para assistir à peleja ou apostar num competidor.

O ar tinha um cheiro limpo de grama, e ele se sentia cheio de vida. Terra romana, alimentada com o sangue e os ossos de seus ancestrais. Parecia forte sob seus pés, e ele se preparou. O sol estava ficando vermelho enquanto baixava, dando um tom quente aos garotos tensos dentro do quadrado. Caio se abaixou sobre um dos joelhos, evitando um golpe que passou por cima de sua cabeça.

A raiva cresceu por um momento, mas ele viu que o atacante nem o havia percebido, e se retirou para a beira do quadrado, torcendo por Marco, que tinha ficado.

Petrônio estava caído e fora de combate, e somente Marco e outros dois continuavam competindo. A sua volta soavam os gritos do seu povo e sob seus pés estava a sua terra. O ar estava cheio do aroma de frutas e flores, e grilos cricrilavam nos arbustos.

Andavam sem falar até chegarem ao local onde tinham parado com Tubruk mais cedo, no canto da linha marcada com estacas para um novo campo.

Concentrando-se, passou a lâmina afiada na cabeça do polegar. Entregou a lâmina a Marco e levantou o polegar, ligeiramente preocupado com o ferimento e esperando reduzir o ritmo do sangramento. Marco tentou ficar sério, mas fracassou. Marco ficou olhando durante um bom tempo antes de imitar o gesto.

Marco assentiu em silêncio e eles começaram a voltar para as amplas construções brancas da propriedade. Tubruk tinha dito que seu pai voltaria da cidade, e ele queria ser o primeiro a vê-lo na estrada. Gostava de estar longe das tarefas e preocupações de sua vida. Era o que todo mundo dizia.

Seu pai parecia cansado e empoeirado, mas Caio viu o início de um sorriso franzir os olhos azuis. Caio riu sendo girado no ar e agarrou as costas do pai enquanto o cavalo começava uma caminhada lenta até os muros da propriedade.

Tubruk disse que estou crescendo como o trigo. O pai desmontou e despenteou-lhe o cabelo, arruinando o alisamento a cuspe em que trabalhara tanto. Caio assentiu e o pai pareceu cético.

Poucos dos meus colegas senadores parecem entender. Vivemos uma idéia, um sistema de governo que permite a todos terem voz, até mesmo o homem comum.

Percebe como isso é raro? Cada outro pequeno país que eu conheço tem um rei ou um chefe governando. É como ter uma criança à solta com uma espada. Em Roma temos. Vale minha vida; e a sua também, quando chegar a hora.

Viu o filho se afastar puxando o cavalo e deu um sorriso pesaroso. Ele estava um pouco mais alto, Tubruk estava certo. Os dois garotos sentavam-se em bancos de crianças perto dos divas onde Aurélia e o marido se reclinavam descalços, com a comida servida em mesas baixas pelos escravos da casa.

Caio e Marco odiavam aquelas refeições. Banhado e vestido com roupas limpas, Caio sentia calor e desconforto perto dos pais. A princípio eles o aterrorizavam e o deixavam soluçando, mas depois de anos um calo emocional havia crescido, e ocasionalmente ele até esperava pelos tremores, de modo que ele e Marco fossem mandados para longe da mesa. Tentava ouvir e se interessar pela conversa, mas era tudo sobre aperfeiçoamentos nas leis e regulamentos da cidade.

Seu pai nunca parecia vir para casa com histórias empolgantes sobre execuções ou famosos vilões das ruas.

Algumas pessoas têm espírito e inteligência, concordo, mas a maioria precisa ser protegida Sua voz irrompeu violentamente da garganta, uma torrente de sons. Caio gemeu, quase consigo mesmo, mas Tubruk ouviu. Caio parou enquanto vestia a roupa.

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Olhou para o velho gladiador. Tubruk deu um suspiro suave. Ela cantava sozinha o tempo todo, e a casa vivia feliz. Ela realmente o ama, você sabe. Caio assentiu e alisou o cabelo descuidadamente. Seu pai odiava sentir-se desamparado. Ela estava sentada na cama, empertigada, com o rosto recém-lavado e os cabelos compridos presos numa trança às costas.

Sinto muito se assustei você ontem à noite. Tinha visto aquilo muitas vezes, cada uma pior do que a anterior. Ela assentiu e pareceu esquecê-lo.

Ele olhou nos olhos do amigo e fez a voz soar leve e alegre. Suetônio vai correr quando nos vir. Duvidava de que a idéia de Marco, de pegar falcões, fosse dar certo, mas concordaria até o dia terminar e todos os caminhos terem sido percorridos. Caio riu, penetrando no mato baixo de um dos lados. O corvo pulou no tronco e nos galhos, aparentemente sem medo. Levantou-o em triunfo e depois se esforçou desesperadamente enquanto o corvo lutava para escapar.

De repente uma dor agonizante o atravessou. Caio gritou. Solta ele. Esse corvo é nosso. Nós o pegamos no mato, como caçadores. Caio gemeu de dor.

Ele vai aprender truques e ir com a gente quando a gente for ao Campo de Marte. Alguma coisa de guerra — respondeu Caio, enquanto chupava a pele rasgada. Os dois riram um para o outro e o corvo ficou quieto, olhando em volta com calma aparente.

Lembra quando ela ficou sabendo da raposa? O que os corvos comem? Eles rapinam os campos de batalha. A gente pode pegar uns pedaços de carne na cozinha e ver o que ele aceita. Tubruk estava falando com três carpinteiros que iriam consertar parte do telhado da propriedade.

Caio só pôde confirmar com a cabeça enquanto se aproximavam do grupo de homens. Em seguida se virou para os garotos. Um corvo. Deve estar doente, se vocês o pegaram. A energia do animal parecia ter ido embora, e ele ofegava quase como um cachorro, revelando uma língua fina entre as lâminas duras. Tubruk balançou a cabeça uma vez, lentamente. O melhor treinador pode perder alguns de vez em quando se o bicho voar para muito longe.

Zeus é adulto. Se ficarem com ele, ele vai morrer. Vamos dar comida e fazer com que ele voe amarrado num barbante. Especialmente um lugar pequeno como um dos galinheiros.

Isso vai acabar com o ânimo dele e, dia a dia, ele vai arrancar as próprias penas, de tanto sofrimento. O Zeus aqui vai preferir a morte ao cativeiro. Juntos ficaram olhando morro abaixo. Depois eles o viram descer e desaparecer.

Para dentro. Antes de Suetônio ter partido, o velho gladiador tinha caminhado os oito quilômetros até a casa principal da propriedade vizinha para ver o filho mais velho da família.

Dentre todos os tutores, Caio e Marco gostavam mais das horas passadas com Vepax. Era um jovem grego, alto e magro em sua toga. Sempre chegava à propriedade a pé e contava cuidadosamente as moedas ganhas antes de voltar à cidade. Os dois ficavam com ele por duas horas a cada semana, numa saleta que o pai de Caio tinha designado para as aulas. Uma vez Marco tinha usado seu buril para desenhar um porco com a barba e o rosto de um tutor.

Na hora marcada ele afastava os bancos até um dos lados da sala e arrumava as figuras para representar algumas batalhas famosas do passado. Depois de um ano, a primeira tarefa deles era reconhecer a estrutura e o nome dos generais envolvidos. Para as guerras gregas Vepax jamais abria um livro, colocando e movimentando cada peça de memória. Dizia aos garotos os nomes dos generais e dos principais atores de cada conflito, bem como a história e a política quando elas tinham importância direta para o dia.

Fazia as pequenas peças de argila ficarem vivas para Marco e Caio, e sempre que chegava o fim das duas horas eles olhavam desejosos para os pequenos objetos, enquanto o tutor os guardava em sua sacola, devagar e cuidadosamente. Um dia, quando chegaram, acharam a maior parte da pequena sala coberta pelos personagens de argila. Uma batalha gigantesca fora arrumada, e Caio contou rapidamente os personagens azuis, depois os vermelhos, multiplicando na cabeça como tinha sido ensinado pelo tutor de aritmética.

Eles parecem mais ou menos equilibrados. Deve ser uma batalha longa e difícil. Isso faria diferença no resultado? Os olhos de Marco brilharam de interesse.

Ele conseguiu arranjar outros mais tarde, e eles eram aterrorizantes ao atacar, mas aqui ele teve de se virar sem esses animais. Sua força é misturada, ao passo que a romana é unificada.

Que outros fatores podem afetar o resultado? Sua cavalaria poderia esmagar O tempo era fresco e limpo. Aníbal deveria ter perdido. Gostariam de ver como ele ganhou? Caio olhou para as peças reunidas. Tudo estava contra as forças azuis. Levantou os olhos. Vepax sorriu. Hoje vou precisar de vocês dois para fazer a batalha se mover como aconteceu antes. Pegue o lado romano, Caio. Marco e eu vamos cuidar das forças de Aníbal. Sorrindo, os três se encararam sobre as fileiras de figuras.

Todos os homens que lutaram. Vepax devia ter trazido cada soldado de barro e cada cavalo que possuía para formar esta batalha, percebeu Caio.

Mesmo com cada peça representando quinhentas, elas ocupavam a maior parte do espaço disponível. Sua infantaria é soberba e deveria se sair bem contra as fileiras de espadachins estrangeiros. Pensativamente Caio começou a avançar sua infantaria, grupo a grupo. Assentindo, Caio avançou com os pequenos cavalos de barro para enfrentar a pesada cavalaria comandada por Aníbal. Nossa infantaria precisa se sustentar. De cabeça baixa os três moveram figuras em silêncio até que os exércitos tivessem se juntado, cara a cara.

Caio e Marco imaginaram as bufadas dos cavalos e os gritos de guerra cortando o ar. Parou e olhou para todo o campo. A cavalaria estava parada, presa num confronto sangrento com o inimigo. Sua boca se abriu enquanto Marco e Vepax continuavam a mover peças, e subitamente o plano ficou claro. Você viu um perigo onde nem Paulo nem Varro perceberam até ser tarde demais. Avance com seus homens, a batalha precisa ser representada.

As legiões marchavam através das forças cartaginesas e o inimigo as deixava penetrar, recuando rapidamente e sem pressa, perdendo o mínimo de homens possível para a linha que avançava. Os homens de Aníbal mataram o dia inteiro, apertando a. Ele enfrentou Aníbal na batalha de Zama, quatorze anos depois, e o resultado foi muito diferente. Eles pareciam se acalmar ao seu toque e reagir a ele. Até certo ponto Tubruk controlava a bolsa da propriedade enquanto o pai de Caio estava longe.

Ele podia decidir onde os lucros das colheitas e dos animais seria mais bem gasto, usando seu critério. Era uma grande confiança, e rara. Segundo a lei romana, o pai de Caio poderia até mesmo mandar estrangular os garotos ou vendê-los como escravos, se eles o desagradassem. Tubruk o atendeu enquanto ele se banhava na piscina mineral para limpar o pó da viagem. Tubruk se levantou rigidamente e recitou os lucros e as perdas do mês anterior.

Cantos Franciscanos

Por fim terminou e esperou em silêncio. Tubruk manteve o rosto impassível. Haveria sentido em contar a esse homem que.

Aurélia tinha piorado ainda mais? Eles recebem minhas peças de ouro sem reclamar, mas ela piora a cada vez que eu a vejo! Algumas coisas simplesmente deviam ser suportadas, ele sabia. O chicote acerta e machuca, e nós precisamos simplesmente esperar que ele acerte de novo.

As vezes ela rasgava as roupas em trapos e se sentava embolada num canto até que a fome a expulsasse de seus aposentos particulares. Estava falando de uma colheita e, de repente, como se outra voz se manifestasse, inclinava a cabeça para ouvir, e era como se você tivesse saído da sala, porque ela nem mesmo se lembrava de sua presença.

Experimente uma parteira. Os olhos azuis cerraram-se de novo e era como uma porta de um forno se fechando. Sem a personalidade, a forma submersa poderia ter sido de qualquer outro romano.

Ele se mantinha como um soldado e finas linhas brancas marcavam as cicatrizes de velhos embates. Mantinha seus interesses de forma discreta, mas os guardava com ferocidade. Nós prosperamos e permanecemos fortes. Tubruk assentiu e riu de volta. Os dois sabiam que os problemas sérios seriam mencionados e os pequenos enfrentados sozinhos. Tubruk assentiu, satisfeito com as palavras. Eu sei sobre eles e alguns me foram recomendados. De que serve a capacidade de jogar com a lógica se sua alma fraca foge do endurecimento?

Quero que Caio seja treinado por pessoas em quem eu posso confiar: por você, Tubruk. Tubruk coçou o queixo, perturbado. Tubruk nunca falava levianamente. Faça com que ele corra e cavalgue horas a cada dia, repetidamente, até que esteja pronto para me representar.

Encontraremos outros para ensinar a matar e a comandar homens em batalha. O que é que tem? Prometi ao pai dele, quando morreu. Ela era jovem demais para ele. Eles vivem entrando em encrenca. Bem, isso acabou. Vou me certificar disso. Caio e Marco ouviam do lado de fora da porta. Ela fugiu e me abandonou. Espero que seja escrava e esteja morrendo com os pulmões podres. Caio apertou de novo a cabeça contra a fenda entre a porta e o batente, que lhe permitia ouvir os dois homens falando do seu próprio futuro.

Ele lutava quando eu ainda era jovem! Alguns homens vivem muito acima de suas posses. A fama deve lhe permitir grandes dívidas, mas tudo precisa ser pago no fim. Mas faz muito tempo. Odiaria vê-lo morrer. Ele era invencível quando eu era jovem. Eu o vi lutar em demonstrações contra quatro ou cinco homens. Uma vez ele até lutou vendado contra dois. Cortou-os com dois golpes. O pano que usava permitia entrar luz suficiente para ver as silhuetas das formas. Era só disso que ele precisava.

Afinal de contas, seus opositores pensavam que ele estava cego. Mandarei uma mensagem esta noite para baixar os ingressos em nome da propriedade. Sei com que habilidade você mantém este lugar funcionando.

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Enquanto meus colegas senadores reclamam de como sua riqueza é minada, posso ficar calmo e sorrir do desconforto deles. O velho touro ainda tinha alguns anos por dentro. Caio se afastou rapidamente da porta e correu para encontrar Marco nos. Antes de ter se afastado muito, parou e se encostou numa parede fresca e branca. E se ele ainda estivesse com raiva? Com entusiasmo renovado e o sol nas costas, desceu correndo a colina até as construções de madeira de teca e reboco que abrigavam os cavalos de trabalho e os bois da propriedade.

Era um som que passava por cima dele e o deixava intocado. Os dois garotos acharam o corpo do corvo próximo de onde o tinham visto pela primeira vez, perto da borda da floresta da propriedade. Caio se agachou perto dele. O frio da floresta pareceu penetrar nos dois ao mesmo tempo, e Caio estremeceu ligeiramente. Ele só estava procurando um lugar para morrer. O contraste entristeceu os dois. Toda a luta havia sumido, e agora a cabeça estava frouxa, como se presa apenas pela pele. O bico pendia aberto e os olhos estavam encolhidos, como poços vazios.

Marco continuou a acariciar as penas com o polegar. A gente pode fazer uma pira para ele e colocar um pouco do óleo por cima. Seria uma boa despedida. Merece mais do que ser deixado aí para apodrecer. Eu fico para fazer a pira.

Ele sentiu uma estranha solenidade baixar, como se estivesse realizando um rito religioso. A floresta estava silenciosa quando Caio voltou. Ele também andava devagar, abrigando a pequena chama de um pavio oleoso que se projetava de uma velha lamparina de cozinha.

É melhor a gente fazer as orações agora. Ele foi um lutador e morreu livre — disse Marco com a voz firme e grave. Caio preparou o óleo para ser derramado. Manteve o pavio afastado, evitando a.

Depois encostou a chama na pira. Olharam com interesse as penas pegando fogo e se queimando com um fedor terrível. As chamas tremeram sobre o corpo e a gordura soltou fumaça e estalou no fogo. Eles esperaram pacientemente. Marco assentiu em silêncio. Para ajudar o fogo, Caio derramou o resto do óleo da lamparina, extinguindo sua pequena luz. Finalmente o resto do óleo se queimou até o fim e o fogo se reduziu a brasas luzidias. Marco pegou um graveto comprido e cutucou o corpo, agora coberto com cinzas da madeira, mas ainda reconhecível como corvo.

Vamos cobri-lo com folhas. Os dois garotos começaram a juntar braçadas de folhas e logo o corvo chamuscado estava oculto. Ficaram em silêncio enquanto voltavam para a propriedade, mas o tom reverente havia desaparecido. Houve até mesmo no Senado pedidos de uma estrutura mais permanente para abrigar os jogos. A maioria dos senadores iria para os jogos em carruagens puxadas ou carregadas por escravos e cavalos. A figura imponente de Tubruk ao lado, totalmente armado como estava, impedia que os plebeus empurrassem com muita grosseria.

Por que desperdiçar o dinheiro em coisas que se podiam ver todo dia quando o anfiteatro estava aberto? Ele riu das expressões boquiabertas dos dois.

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Era só um escravo com uma espada. Os dois homens riram. Eles se movimentam como cavalos no ataque quando querem, mas com presas e garras que parecem farpas de ferro. Era bom estar limpo de novo. Com a ajuda de um auxiliar, acharam os lugares reservados para eles por um dos escravos da propriedade, que tinha viajado na véspera para esperar sua chegada. Assim que estavam sentados, o escravo se levantou para caminhar os quilômetros de volta à propriedade. Tubruk lhe passou outra moeda para baixar comida para a viagem, e o homem sorriu, alegre, satisfeito por estar longe do trabalho exaustivo nos campos.

Em volta deles sentavam-se os membros das famílias dos patrícios e seus escravos. Apesar de haver apenas trezentos representantes no Senado, devia haver perto de mil outros. Os legisladores de Roma haviam tirado o dia de folga para as primeiras contendas do festival de cinco dias.

A areia tinha sido alisada na vasta arena; as arquibancadas de madeira estavam lotadas com trinta mil pessoas das classes romanas. Ele abriu um programa dobrado, comprado de um escravo na entrada. Mas nunca lutei contra um. Tubruk se inclinou para o garoto. Marco olhou para Tubruk, surpreso por um momento, como se houvesse acabado de ouvir uma piada.

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Mas logo se esqueceu do assunto e tentou escutar a voz do. Ele possuía uma voz treinada, e a tigela do anfiteatro atuava como um perfeito refletor. Cornélio Sila! Caio ouviu as palavras do velho gladiador enquanto se inclinava para perto do pai. Caio se esforçou para ver o homem que se levantou e fez uma reverência.

Ele também usava uma toga simples, com a bainha bordada em ouro. Estava sentado suficientemente perto para Caio ver que era realmente um homem que parecia um deus. Tinha um rosto forte e bonito e a pele dourada. Processos que estavam sendo julgados eram comentados e questionados pelos patrícios. Eles ainda eram o poder definitivo em Roma, e portanto no mundo. Homens raramente morriam nessas disputas.

O trabalho de pés dele é excelente. Menos de um minuto depois o homem menor se desviou de uma investida longa demais e passou sua faca de leve na barriga do outro, enquanto se adiantava.

O sangue jorrou como se fosse sobre a borda de uma taça, e a platéia irrompeu em aplausos e xingamentos. A percentagem paga diminuía se a aposta fosse feita depois do início da luta, claro, mas o olho de Tubruk estava infalível naquele dia.

Na quarta luta todos os espectadores próximos estavam se inclinando para captar os palpites de Tubruk e depois gritavam para os escravos dos banqueiros de apostas pegarem o dinheiro. Tubruk estava se divertindo. Tenho dez aureii prontos para a aposta: todos os nossos ganhos mais minhas apostas originais. Os portões se abriram de novo e Alexandros e Enzo entraram.

Segurava um escudo vermelho à esquerda. Tinha um físico portentoso e poucas cicatrizes, mas uma linha franzida marcava o antebraço esquerdo do pulso ao cotovelo. Alexandros se movia bem, equilibrado e seguro enquanto chegava ao meio do anfiteatro. Vestia-se de modo idêntico, mas seu escudo era manchado de azul. Seu pai fungou. Ele tem deuses diferentes, falsos. Acredita em coisas que nenhum romano decente defenderia.

Os dois gladiadores se aproximaram e o som da trombeta gemeu por sobre a arena. Nos primeiros segundos, golpe após golpe acertavam, alguns cortando, outros deslizando no aço tornado subitamente escorregadio com o sangue brilhante.

Tubruk franziu a testa, com o queixo no punho fechado. Os dois homens se separaram um momento, incapazes de manter o ritmo do primeiro minuto.

Ambos sangravam e ambos estavam sujos da poeira grudada no suor. Alexandros investiu com seu escudo azul por baixo da guarda do outro, quebrando o ritmo e o equilíbrio dele.

Seu braço da espada veio por cima, procurando um ferimento em ponto alto. A luta poderia terminar em segundos, e se houvesse uma vantagem óbvia para um dos lutadores as apostas estariam encerradas.

Os dois davam passos para a esquerda e para a direita, depois avançavam, faziam movimentos de cortar e furar, abaixavam-se e bloqueavam, davam socos e tentavam fazer o outro tropeçar. Alexandros aparou o golpe da espada do romano com o escudo, parcialmente destruído pelo terrível choque, e a lâmina ficou presa no metal mais macio do retângulo azul.

Como o outro escudo, esse também foi jogado na areia, e os dois homens se encararam de lado, movendo-se como caranguejos de modo que a cota de malha os protegesse. As espadas estavam cegas e cheias de mossas, e o esforço sob o feroz calor romano ia começando a minar as forças. Tubruk ficou quieto. A espada chicoteou de volta batendo no lado de sua cintura, provocando um jorro de sangue. Quem tinha vencido? Seu dono achava que tinha sido o romano, mas até que o vitorioso se levantasse e tirasse o elmo, ninguém poderia ter certeza.

Presumivelmente ele também tinha um monte de dinheiro dependendo do resultado. Durante talvez um minuto o gladiador sobrevivente ficou deitado exausto, com o sangue escorrendo.

Lentamente, com uma dor óbvia, ele segurou a espada e se apoiou nela. Levantando-se, cambaleou lentamente e se abaixou para pegar um punhado de areia.

Esfregou a areia em seu ferimento, olhando-a cair em torrões vermelhos. Seus dedos também estavam sangrentos quando os levantou para tirar o elmo. Tubruk o olhou ir embora, o rosto ilegível. De qualquer modo, havia pouca inteligência em sua técnica, somente boa velocidade e reflexos. Por favor, sentem-se.

Tubruk entregou uma moeda para cada um, e a mensagem foi clara. Com relutância eles se afastaram entre os bancos e entraram numa fila diante de uma barraca de comida. Marco tinha comprado uma laranja para cada um deles, e quando voltaram aos seus lugares ofereceu-as. Nunca os vi antes. Votam em candidatos que eu apoio ou me protegem em lugares perigosos. Levam mensagens para mim ou Marco assobiou. Os membros ricos do Senado podem ter centenas de clientes.

Faz parte do nosso sistema. Rênio entrou sem ser anunciado. Desatou-se um coro, que foi crescendo: "Rê-nio Olhe aquele cinto largo — murmurou Tubruk quase para si mesmo. Mesmo antes da jaula ser arrastada para a arena, os rugidos curtos e penetrantes podiam ser ouvidos. Havia três leões andando de um lado para o outro na jaula puxada por escravos suarentos. Tinham sido criados para esmagar a vida com dentes enormes.

Escravos levantaram marretas para arrancar as travas de madeira que prendiam a frente da jaula. As marretas baixaram e a grade de ferro caiu na areia, com um eco ouvido claramente no silêncio. Um a um os grandes felinos saíram da jaula, revelando no passo uma velocidade e uma segurança assustadora. O maior rugiu em desafio ao grupo de homens que o encarava do outro lado da arena. Seus companheiros rugiram, circularam e sentaram-se nas patas traseiras.

Isso era a morte indo para eles. Rênio podia ser ouvido gritando ordens. A frente do losango, formado por três homens corajosos, enfrentou o ataque, com as espadas prontas. Ninguém se mexeu, enquanto seus peitos se transformavam em lascas e adagas de ossos. O terceiro homem girou e aceitou a juba enorme, causando pouco.

As mandíbu-las se fecharam em seu braço com um movimento brusco que parecia o bote de uma cobra. Ele gritou e continuou gritando enquanto cambaleava, com um pulso segurando os restos do outro que espirravam o sangue vermelho.

Rênio rosnou uma ordem, e os outros recuaram para lhe ceder a matança. Enquanto ele dava o golpe fatal, os outros dois leões atacaram.

Um pegou a cabeça do homem ferido que tinha se afastado. Foi morto rapidamente com três lâminas de lanças na boca e no peito. Suas patas estavam atacando, e grandes garras escuras se projetavam como pontas de lança, tentando cortar e rasgar.

Rênio se equilibrou e deu uma estocada contra o peito. Um ferimento se abriu com um jorro de sangue escuro e pegajoso, mas a lâmina resvalou no osso do peito e Rênio foi acertado por um ombro, e só a sorte deixou as mandíbulas se fecharem onde ele estivera. Ele ficou sangrando na areia, ainda consciente e ofegante, mas digno de pena. Um gemido baixo saiu do fundo do peito sangrento enquanto Rênio se aproximava, puxando uma adaga do cinto. A saliva avermelhada pingava na areia enquanto os pulmões rasgados tentavam se encher de ar.

Depois enfiou a lâmina na garganta e tudo acabou. Quatro homens estavam mortos na arena, mas Rênio, o velho matador, continuava de pé, parecendo exausto. Você sabe qual é o meu maior preço. Um ano, veja bem, um ano inteiro de serviço. Mas sem Tubruk para agir como catalisador, as palavras morreram rapidamente.

Os garotos assentiram ansiosos e determinados a pedir detalhes a Tubruk assim que tivessem oportunidade. Os dois estavam no celeiro de feno ao lado, pulando das pilhas altas na palha solta. Ele olhou em volta enquanto Tubruk vinha ao seu encontro, tomando-lhe as rédeas. Leve-me agora ou eu mesmo acho o caminho — disse bruscamente o velho soldado, franzindo a testa. Esperava coisa melhor. Rênio pareceu congelar por um momento, piscando lentamente.

Eu gostaria de conhecer o homem que tem interesse em tipos como eu trabalhando para ele. Marco jogou palha no rosto dele e os dois se agarraram com ferocidade fingida, rolando por alguns segundos até que Caio terminou por cima, sentando com força no peito do amigo. Em seguida fez uma pose orgulhosa e Marco jogou-o na palha de novo. Ficaram sentados ofegando e perdidos em sonhos por um momento.

Depois de um tempo Marco falou: — Na verdade, você vai administrar este lugar, como o seu pai. Nós dois. Só posso ver um futuro brilhante no exército, onde pelo menos meu nascimento é nobre o suficiente para permitir um alto cargo. Ter Rênio como treinador vai ajudar a nós dois, mas vai ajudar mais a mim.

Nada pode ficar entre nós — disse Caio com clareza, olhando-o nos olhos. Quando se soltaram, a forma familiar de Tubruk apareceu enfiando a cabeça no depósito de feno. Os dois se levantaram devagar com o nervosismo óbvio nos movimentos. Vence batalhas, porque os outros homens sentem dor e têm medo da morte e do desmembramento. Caio olhou-o com ar interrogativo. Tubruk riu, um grunhido curto e sem humor. Ele me treinou para a arena quando eu era escravo.

Seus olhos brilharam ao sol enquanto ele se virava e saía. Se alguém interferir, partirei imediatamente. O senhor quer que seu filho e o filhote de prostituta sejam transformados em soldados.

Sei fazer isso. Venho fazendo isso, de um modo ou de outro, durante toda a minha vida. As vezes eles só conseguem aprender quando o inimigo ataca, às vezes nunca aprendem, e deixei alguns desses em covas rasas no estrangeiro.

Em geral o julgamento dele é de primeira classe. Aquele homem era uma força avassaladora. Desde o momento em que tinha entrado na sala, dominara a conversa. Mas uma criança pode ser transformada numa coisa de metal, impossível de ser quebrada. Começar mais cedo. Eles me viram chegar, por isso devem estar prontos.

Vou fazer um relatório trimestral a você nesta sala. Bom dia. Rênio se virou nos calcanhares e saiu. A primeira coisa que lhes disseram era que teriam uma boa noite de sono. Durante oito horas, desde antes da meia-noite até o alvorecer, eram deixados sozinhos. Em todos os outros momentos estavam sendo ensinados, endurecidos, ou enfiando comida na boca em intervalos muito curtos que duravam apenas alguns minutos. Desde o primeiro momento seu desejo de agradar Rênio se transformou numa fonte de vergonha.

Desde o primeiro momento chamou Caio pelo nome, mas só se referia a Marco como "o garoto", ou "o filhote de prostituta". Rênio simplesmente sinalizou para um poço escuro. Os dois se entreolharam e deram de ombros. O frio era de entorpecer desde os primeiros instantes. Marco sentia o frio muito mais do que o amigo.

Depois de apenas duas horas estava com o rosto azul e incapaz de falar por causa dos tremores. Os dois falavam com dificuldade qualquer coisa para afastar a mente do frio.

As sombras se moveram e a conversa morreu. Marco descansava com a cabeça inclinada para um lado ou outro, com um olho meio submerso e piscando lentamente, sem ver nada. Sua mente podia vaguear até que o nariz ficava coberto, quando ele engasgava e se endireitava de novo.

Ficariam até ser chamados, até que Rênio voltasse e ordenasse que saíssem. Marco entrava e saía da consciência, voltando com um susto e percebendo que de algum modo tinha se afastado do frio e do escuro. Num daqueles cochilos oníricos, sentiu calor e ouviu os estalos acolhedores de um bom fogo de lenha.

Um velho cutucou a lenha com o dedo do pé, sorrindo para as fagulhas. Ele se virou e pareceu notar o garoto olhando-o, branco e perdido. Era cheio de cicatrizes e parecia uma bolsa costurada.

Estava vestido como um viajante, com roupas remendadas e um tecido vermelho-escuro envolvendo o pescoço. Um peixe da lama! Você poderia cortar uma perna e ela alimentaria nós dois. Sobrancelhas gigantescas se ergueram rapidamente em interesse, enquanto ele pensava. O homem bateu nos bolsos e as sombras copiaram seus movimentos em paredes de um amarelo escuro iluminadas apenas pelas chamas.

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Ele acordou engasgando e com ânsias de vômito. Seu estômago estava vazio e a lua tinha subido. Algumas vezes é melhor recuar e juntar as forças. Era o que o velho queria que eles soubessem. Tinha se tornado uma espécie de peixe de pele macia, que morava no fundo. Cambaleou para a frente e fez o braço segurar uma raiz.

Adiantou-se, um centímetro de cada vez, com a lama cobrindo o rosto e o peito enquanto se arrastava para a margem. Ele ficou deitado e começou a tremer em surtos espasmódicos de ânsia de vômito.

A noite estava silenciosa, e ele sentiu que tinha acabado de se arrastar para fora da sepultura. Marco se levantou enquanto o velho se afastava com o fardo, obviamente indo de volta para casa.

Com os olhos estreitos e gélidos como o rio. Os ombros de Caio estavam doendo e os braços pareciam frouxos. Vai receber bem a dor. Esta era a quarta vez que levantavam as pedras, e cada vez era mais difícil. Foram enterrados com honra. Os selvagens e as feras do campo se deixam abater, mas nós vamos em frente.